Omnicom–Pinterest juntam creators a compras e afinam o funil

Omnicom–Pinterest juntam creators a compras e afinam o funil - Comprimido

Na CES 2026, a Omnicom Media e o Pinterest anunciaram uma colaboracao para ligar influenciadores, dados de intencao e ferramentas de compra num so circuito – do “guardei esta ideia” ao “comprei agora”. Para marcas e PMEs, a promessa e medir melhor o que antes era nebuloso: quando e que inspiracao vira venda.

O contexto: commerce media deixou de ser so “retail media”

A publicidade esta a migrar do alcance para o resultado. E a dor e conhecida: creators geram atencao, mas provar impacto no carrinho e outra conversa. E aqui que o Pinterest entra com vantagem historica: os utilizadores vao la com intencao (ideias, projectos, compras), nao so para “ver”.

O acordo, sem jargao: tres pecas que se encaixam

1) Descoberta de creators com sinal “Pinterest”

A parceria integra o Creator Directory do Pinterest no sistema de descoberta da Creo (a unidade de influencer marketing da Omnicom), com uma flag dedicada para encontrar creators activos na plataforma. Para quem planeia campanhas, isto encurta o caminho entre “quem tem audiencia” e “quem ja fala com pessoas em modo compra”.

2) Planeamento de conteudo com API e trends

O Pinterest passa dados via API para o Content Strategy Assistant da Creo, ajudando a desenhar conteudos “Pinterest-native” (sazonais ou evergreen). Tradu zindo: menos posts genericos reciclados e mais pecas pensadas para pesquisa e descoberta.

3) “Shoppable boards” com creators

A parte mais directa: boards compraveis feitos com creators e amplificados com paid media. Num piloto com a Home Depot, a Omnicom diz que ultrapassou benchmarks de engagement e de ROAS, sugerindo que o formato pode puxar vendas, nao so likes.

O que isto muda para o mercado: medir influencia como se mede performance

A Omnicom quer alimentar a sua plataforma Omni com novos sinais comportamentais e de comercio, para tornar a influencia mais “auditavel” e previsivel. E ha um detalhe estrategico: o acordo esta activo nos EUA, mas a ambicao e escalar globalmente ate ao fim do ano.

O calcanhar de Aquiles: mais personalizacao… e mais rastreio

Quanto mais o funil fecha, mais sensivel fica a conversa sobre dados: que sinais entram, como sao agregados, e como e que marcas evitam a sensacao de “estao-me a seguir”. Commerce media ganha quando e util; perde quando parece vigilancia.

Se 2026 for o ano em que creators passam a ser medidos por vendas e nao por alcance, a pergunta e inevitavel: isto vai profissionalizar o mercado… ou vai transformar cada recomendacao “autentica” numa linha do funil?

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